Winged Sphinx, symbol of MAAT, The Divine Justice
Samael Aun Weor
Cristo Rojo do Aquário
Winged Sphinx, symbol of MAAT, The Divine Justice

GNOSIS
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ASSOCIAÇÕES POSITIVAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Gate of entrance into The Initiation

As Escolas são inúmeráveis, por todas as partes, abundam escolas e autores que se combatem mutuamente. Na Catedral de Nôtre-Dame de Paris, desenhado no chão, aparece um labirinto. Recordemos o labirinto da ilha de Creta. No centro daquele labirinto estava o Minotauro cretense. Diz-se que Teseu conseguiu orientar-se no meio desse labirinto até chegar onde estava o Minotauro e o venceu, enfrentando-o numa luta corpo a corpo,. Sua saída do labirinto foi possível graças ao fio de Ariadne, que o conduziu até a liberação final. É interessante que justamente no piso da Catedral de Nôtre Dame de Paris fosse desenhado esse maravilhoso labirinto. Indubitavelmente, tudo isto nos convida à reflexão.

Orientar-nos não é coisa fácil. O labirinto das teorias é mais amargo que a morte. Alguns autores dizem que os exercícios respiratórios são magníficos e outros dizem que são prejudiciais. Enquanto uns afirmam uma coisa, outros afirmam outra. Cada escola presume possuir a verdade. Portanto, o labirinto é muito difícil. Quando alguém consegue chegar ao labirinto, tem que enfrentar o Minotauro cretense em luta corpo a corpo, isto é, tem de enfrentar seu próprio Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo; e só se consegue sair do centro do labirinto mediante o Fio de Ariadne, que deve conduzir-nos até a luz. Mas a maior parte das pessoas se perde nesse labirinto de tantas teorias, de tantas escolas e de tantas confusões.

O que fazer para nos orientarmos? De que maneira? Obviamente, deve nos interessar o Despertar da Consciência, só assim podemos verdadeiramente caminhar com êxito dentro desse misterioso labirinto. Porém, enquanto não tenhamos despertado, estaremos confundidos. Alguns até se entusiasmam por estes estudos momentaneamente, e depois os abandonam. Há aqueles que, com a cabeça recheada de teorias, crêem haver descoberto o caminho secreto, ainda que andem bem adormecidos.

Parece incrível, mas há Mestres da Grande Loja Branca, verdadeiros gnósticos no sentido transcendental da palavra, radicalmente despertos, absolutamente auto-realizados, em linguagem alquimista diríamos: sujeitos que já têm em seu poder a Gema Preciosa, e, no entanto, não sabem ler nem escrever. São completamente analfabetos, mas auto-realizados e despertos. Em troca, vemos no caminho da vida, dentro das diversas escolas, organizações, seitas, ordens, etc., sujeitos com a cabeça recheada de teorias, indivíduos com rica erudição, mas com a consciência completamente adormecida. São ignorantes ilustrados que não somente não sabem, mas, o que é pior, sequer sabem que não sabem. Estes se perdem, ao se cumprirem suas 108 existências, ingressam na involução submersa dos Mundos Infernos. Mas eles crêem que vão muito bem, por certo; quando se pergunta alguma coisa, demonstram uma erudição surpreendente. Têm mentes fulgurantes, seus conceitos são brilhantes, com provérbios luminosos, contundentes e definitivos; mas, de que lhes serve tudo isto?

Antes de mais nada, necessitamos despertar, para saber como vamos nos orientar. De que nos serviria ter a cabeça recheada de letras, se continuamos com a consciência adormecida? Mais valeria sermos analfabetos, porém despertos... Inquestionavelmente, meus caros irmãos, a primeira coisa que precisamos saber é que estamos adormecidos. Infelizmente, ainda que eu esteja afirmando isto aqui e ainda que vocês aceitem que estão adormecidos, ainda assim vocês não têm consciência de que estão adormecidos, e isto é que é precisamente o grave! Qualquer um pode saber que dois mais dois são quatro, porém outra coisa é ter consciência de que dois mais dois são quatro. Há verdades sumamente simples, que qualquer um as repete intelectualmente e pensa que sabe, crê que tem consciência delas, mas não tem...

Se queremos realmente despertar, temos que começar reconhecendo que estamos adormecidos. Quando alguém reconhece que está adormecido, é sinal inconfundível de que já começa a despertar. Mas não se trata de reconhecer intelectualmente, não. Qualquer um pode dizer automaticamente: "sim, estou adormecido", mas outra coisa é alguém estar consciente de que está adormecido, isto é diferente. Existe uma grande diferença entre o intelecto e a consciência. No mundo físico, temos que aprender a determinar associações específicas, inteligentes, para a vida nos mundos superiores. Durante o mal chamado "estado de vigília", estamos associados a todos os seres humanos, seja através do trabalho, no lar, na rua, etc. Durante as horas de sono, também existem associações, e estas são o resultado específico daquelas que temos no mundo físico.

Por exemplo, se um sujeito vive nos bares, obviamente suas associações serão com bêbados, e, nos mundos internos, durante as horas de sono e depois da morte, sua vida será uma vida de bares, relacionado com gente de botequim e vagabundos de todo tipo. Se alguém se associa com ladrões e bandidos, nos mundos internos, durante as horas de sono, viverá entre bandidos e ladrões. Assim, portanto, nós devemos determinar, aqui e agora, no mundo físico, o tipo de associações que queremos ter durante o sono e depois da morte... Estarmos associados aqui é conveniente para nós, porque o resultado será que nos associaremos também durante as goras do sono e depois da morte.

É muito bonito estar associado, durante as horas de sono, aqui mesmo, neste templo, estudando os mistérios da vida e da morte. É muito bonito estarmos dedicados ao estudo depois da morte, mas isto só é possível se nos reunirmos frequentemente. Portanto, repito, nós mesmos devemos provocar o tipo de associações que desejamos, nós mesmos devemos provocar o tipo de associações que queremos ter durante as horas de sono e depois da morte. Compreendendo isto, estabeleceremos bases muito fortes para o despertar da consciência... Necessitamos aprender a viver, meus caros irmãos, porque acontece que os seres humanos não sabem viver e isso é muito grave. Não medimos o tempo, achamos que este veículo físico vai durar uma eternidade, quando na realidade não dura quase nada, logo se torna pó...

O teatro e o cinema são coisas que causam danos muito sérios ao ser humano. Em outros tempos, por exemplo, na Babilônia, o teatro era completamente objetivo. Tinha como único propósito o estudo do Karma, e a ilustração que devia ser dada aos assistentes. Os atores não aprendiam de memória nenhum papel; alguém aparecia em cena sem se ter estudado qualquer papel; auto-explorava a si mesmo sinceramente, com o objetivo de saber o que era que mais ansiava e isso, o que mais ansiava, era o que falava. Suponhamos que quisesse beber, então exclamava: "Tenho vontade de beber!" Outro sujeito que aparecia por ali escutava aquela frase e se auto-explorava para ver o que sentia em seu interior e, o que sentisse, respondia: "Eu não quero beber, por causa do álcool fui parar na cadeia, por causa do álcool estou na miséria...". Um terceiro que aparecia (porque para isso tinham sempre um grupo de atores), da mesma forma nunca dizia outra coisa diferente do que sentia no fundo de sua consciência, algo que ele havia vivido, algo que se relacionasse com o que os outros dois estavam falando. Vamos supor: "Eu tive muito dinheiro, tive um lar maravilhoso, mulher, filhos, mas, por estar bebendo vinho, vejam como fiquei, senhores!" Em seguida aparecia uma pobre mulher outra artista: "Perdi meu filho por causa da bebida, perdi meu filho por causa dessa maldito bebida...!" Assim começava a se desenvolver um drama, uma cena improvisada, que muitas vezes podia terminar na forma mais dramática.

Os notários escreviam tudo rigorosamente, não só o desenvolvimento do drama em si mesmo, como até os resultados finais, e ainda selecionavam depois o melhor de tal peça. Dessa maneira, chegavam a conhecer os resultados kármicos de tal ou qual cena... Havia muitas cenas, cenas de guerra, cenas de amor, mas em todas surgia sempre o espontâneo, o natural, não algo que o intelecto podia inventar artificialmente, não... O que surgia era aquilo que cada um dos atores tinha vivido. Esta era a arte objetiva da Babilônia... Então, realmente, meus caros irmãos, os fatores eram muito diferentes. A música que se usava instruía devidamente o cérebro emocional, era uma música especial. Eles sabiam perfeitamente que no organismo humano existem, diríamos, certos gânglios que se formaram com os sons do universo, e sabiam manejar todos esses gânglios, todas essas partes do Ser, através de diferentes combinações musicais. Assim, o cérebro emocional era instruído através da música.

Vocês sabem que uma marcha de guerra nos dá vontade de marchar, que uma música fúnebre nos põe a meditar, a refletir, que uma música romântica traz lembranças de tempos idos, de noites de amor, etc. Eles sabiam combinar inteligentemente os sons para instruir sabiamente o centro emocional. Vejam vocês que interessante! O centro do movimento também recebia ensinamentos através de danças sagradas. Essas danças eram importantíssimas na Babilônia. Cada um dos movimentos equivalia a uma letra e o conjunto de letras formava determinadas orações, determinadas teses, determinadas antíteses, determinadas instruções, etc. Assim, todo auditório recebia uma cultura riquíssima...

Era outro tipo de teatro. Os artistas não se chamavam artistas e sim "orfeístas", termo que interpretado significava: sujeitos que sentem com inteira precisão as atividades da Essência, da Consciência... Depois da cultura greco-romana, o teatro degenerou. Os orfeístas desapareceram e então surgiram os chamados "artistas cômicos", os atores. Lembro-me muito bem de que há uns cinquenta anos atrás, pouco mais ou menos, os atores eram chamados vulgarmente de "comediantes" e eram vistos com desprezo. Lá pela Idade Média, foi promulgada uma lei que obrigava os atores a se barbear e a tirar todos os sinais de masculinidade.

Qual era o objetivo? Em primeiro lugar, claro, eles deviam estar em condições de se maquilar de acordo com o drama que tivessem que representar, mas, em segundo lugar, queria-se, antes de tudo, diferenciá-los do resto das pessoas. Sabia-se que esses atores modernos têm, diríamos, uma irradiação perigosa, infecciosa, altamente hanasmussiana. Portanto, barbeados e sem os sinais de masculinidade, os demais podiam evitar de passar perto deles ou estender-lhes a mão. Se observarem cuidadosamente a vida dos chamados "artistas de teatro", sentirão, se forem um pouquinho sensitivos, ou poderão captar esse tipo de radiação hanasmussiana que eles emitem e que infecciona a mente das pessoas. Hoje esse costume já passou, já não há uma lei neste sentido contra eles, já se lhes estende a mão, são tratados de igual para igual e até existe quem os quer imitar... Assim, eles podem destilar perniciosamente suas ondulações de hanasmussen nas mentes de todas as pessoas.

Dói um pouquinho ter que declarar isto, porque há muita gente que vive do drama e da interpretação, que são atores. Mas temos de nos colocar no plano das realidades concretas. As pessoas que já passaram dos cinquenta anos se lembrarão que até a metade do século ainda eram olhados com desdém, eram tratados como simples cômicos ou comediantes etc. Claro, eles abriram caminho e agora são considerados de igual para igual, mas nem por isso deixam de emitir suas ondulações, que são terrivelmente perigosas... Naturalmente, eles aprendem seus papéis de memória, completamente subjetivos, coisas que nunca existiram ou que existiram; dramas ou comédias que podem ter ou não alguma realidade, mas que são somente produções de suas mentes, e o honrado público, diante dos palcos, dorme terrivelmente.

Quando digo "dormem", ponho este termo entre aspas, pois quero afirmar, de forma enfática, que a Consciência dos que assistem entra no mais profundo sopor do sono. Inquestionavelmente, este tipo subjetivo de arte acaba com a possibilidade das percepções reais.

Que é um Turya ? Turya é um homem que pode falar com seu próprio Deus Interno, frente a frente. Pois bem, este tipo de arte subjetiva realmente nos impede de chegar ao estado de Turya, por isso é pernicioso. Em nome da verdade, digo-lhes que, pessoalmente, não me agrada o cinema nem a televisão.

Quando alguma vez, por curiosidade estive olhando alguma coisa na televisão, depois tive um remorso de consciência espantoso, tive de proceder uma limpeza de todos os elementares que se formaram em minha aura, e não volto a ficar tranquilo até eliminar o último deles. Acontece que alguém, ao ver essas cenas, repete com a mente de forma automática tudo o que está vendo, então tudo toma forma na mente. Com a "essência da mente", como diria o sr. Leadbeater, formam-se elementares, iguais aos que a pessoa viu na tela, e que roubam parte da própria Consciência. Depois de se estabelecerem na mente, eles causam muito dano. Repito: roubam uma parte da Consciência da pessoa e convertem-se em criaturas vivas dentro da pessoa.

Depois de ter ficado olhando, repito, uma televisão ou um filme no cinema tive de sofrer muito desintegrando os elementares que se formaram em minha mente. No final consegui desintegrá-los, mas depois de muitos TRABALHOS CONSCIENTES E PADECIMENTOS VOLUNTÁRIOS... Conferência de V.M Samael Aun Weor, «ASSOCIAÇÕES POSITIVAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA»



A GNOSE E A MULHER

Quando examinamos o efeito prático que a doutrina da ressurreição corporal teve no movimento cristão, constatamos que, paradoxalmente, ela serve também a uma função política essencial, legitimando a autoridade de certos homens que pretendem exercer liderança exclusiva sobre as igrejas, enquanto sucessores do apóstolo Pedro.

E foi assim, acrescenta Marcos, que "a Verdade nua" lhe surgiu na forma de uma mulher, revelando-lhe os seus segredos. Marcos espera, por sua vez, que todos quantos ele iniciar na Gnosis vivam também experiências semelhantes. No ritual de iniciação, depois de invocar o Espírito, ele ordena ao candidato que fale profeticamente, de forma a demonstrar que a pessoa recebeu contato direto com o divino. (...) o Evangelho de Maria apresenta Maria Madalena (nunca reconhecida como apóstolo pelos degenerados) como aquela que era favorecida com visões e revelações ultrapassando largamente as de Pedro.

Esta tradição secreta revela que o que a maioria dos cristãos adora ingenuamente como criador, Deus e Pai é, na realidade, apenas a imagem do verdadeiro Deus. Entre os grupos gnósticos, tais como os valentinianos, as mulheres eram consideradas iguais aos homens; algumas eram reverenciadas como profetas; outras funcionavam como professoras, evangelistas errantes, curandeiros, padres, talvez mesmo bispos. Contrariamente às fontes ortodoxas, as quais interpretam a morte de Cristo como um sacrifício redimindo a Humanidade da culpa e do pecado, os evangelhos gnósticos consideram a crucificação como a ocasião para a descoberta do ser divino interior, dentro de cada um de nós.

Os gnósticos estão convictos de que a "igreja visível" - a rede efectiva de comunidades católicas - se transviara. A verdadeira igreja, por contraste, era "invisível": apenas os seus membros "percepcionavam" quem lhe pertencia ou não. Através da sua idéia de uma igreja invisível, a intenção dos dissidentes era oporem-se às pretensões dos que diziam representar a igreja universal. O movimento gnóstico partilhava certas afinidades com métodos contemporâneos de exploração do ser através de técnicas psicoterapêuticas. Tanto o gnosticismo como a psicoterapia superior valorizam acima de tudo o conhecimento - o autoconhecimento representado pela revelação intuitiva -, e ambos concordam que, na falta dele, a pessoa experimenta um estado de ser que é motivado por impulsos que não entende, os chamados Anelos do Ser...

O gnóstico era incapaz de aceitar em verdade o que os outros diziam, exceto enquanto medidas provisórias, até ele descobrir o seu próprio caminho, "pois", como diz o mestre gnóstico Heráclito, "as pessoas são inicialmente levadas a acreditar no Salvator através de outros", mas quando amadurecem "não dependem mais de testemunhos meramente humanos", descobrindo sim a relação imediata que desfrutam com "a própria verdade interior".

Conferência de V.M. Samael Aun Weor, «A GNOSE E A MULHER» (Introduçao).



A COLHEITA DO SOL

Estamos aqui para estudar, vocês para escutar-me e eu para falar-lhes. Certamente, saber escutar é algo muito difícil, é mais fácil saber falar. Quando se escuta, normalmente intervem um tradutor dentro de nós, que é o Eu, o Ego, o mim mesmo, o si mesmo, que tudo traduz de acordo a seus próprios conceitos, opiniões, idéias, etc. Assim, saber escutar não é tão fácil.

Antes de mais nada, é necessário compreender que há algo em nós que está além do meramente físico. Temos um corpo de carne e osso, isso é óbvio, e qualquer um aceita esta realidade. Mas poucos compreendem que temos uma psicologia, suscetível de modificações. É necessário compreender, se é que em realidade e de verdade desejamos transformar-nos. Os que aceitam que têm uma psicologia, de fato começam a auto-observar-se. Quando alguém se auto-observa, é sinal de que tenta transformar-se. Nós necessitamos transformar-nos. A vida, assim como está, em realidade e de verdade não é muito atraente. Nascer, crescer, envelhecer e morrer torna-se demasiado aborrecedor. Trabalhar terrivelmente para existir e existir de forma miserável, não tem sentido. Não existem de forma miserável apenas os que tem dinheiro, mas também os que não o tem. Há duas maneiras de chafurdar na lama; alguns chafurdam na lama da miséria e outros na lama da riqueza. Tudo isso é desolador. Viver por viver, existir por existir, sem saber porque nem para que, é algo que não tem o menor sentido. Quem somos? Por que razão existimos? Para que vivemos?

Cada um de nós é simplesmente uma máquina encarregada de transformar energias. As energias dos sete planetas, as energias planetárias do nosso sistema solar não podem passar diretamente ao interior da Terra, devido ao fato de que nosso planeta é diferente, é um mundo governado por 48 Leis, um mundo completamente diferente dos outros mundos do sistema solar. O sistema solar necessita de canais para que a energia cósmica ou universal possa passar diretamente ao interior do organismo planetário. É necessário que seja transformada mediante esses canais. Uma energia transformada e adaptada pode ser útil ao organismo planetário. Tenha-se em conta que a Terra é um organismo vivo, que necessita existir, que necessita energias cósmicas para viver, assim como nós necessitamos de energia para existir. Essa energia vem dos outros planetas do sistema solar. Mas como nossa terra é diferente dos outros planetas, é necessário que essa energia seja transformada para que possa alimentar o planeta. E não poderia transformar-se se não existissem canais por onde a energia passasse. Felizmente esses canais existem, estão constituidos pela vida orgânica, uma fina película que o Logos estabeleceu sobre a crosta terrestre. Essa fina película de vida orgânica, vegetal, animal e humana, é necessária para que as energias possam transformar-se e passar ao interior da Terra. Só assim a Terra poderia existir como um organismo vivo.

Nós, os seres humanos, somos simplesmentes máquinas por onde a energia cósmica deve passar. Cada um de nós recebe certas cargas de eletricidade e magnetismo, que logo transforma inconscientemente e retransmite automaticamente ao interior da Terra. Para isso existimos. Passamos por tantas amarguras para que a Terra exista. Para que essa massa planetária gire ao redor do Sol. Não sei porque nos achamos tão grandes, se realmente não somos mais que maquininhas transformadoras de energia. Esse é o motivo de nossa existência. Para que essa enorme massa planetária exista, nós devemos continuar com nossas "vidinhas". Infelizes de nós, trabalhar para poder viver, existir para a economia da natureza. A ela não importa que idéias tenhamos, que crenças... Ela só se interessa é em receber o alimento correspondente, o alimento energético que deve passar por nosso corpo, isso é tudo. E assim vivemos, brigando em casa, nas ruas ou nos campos de batalha, sofrendo sob a bota de um tirano, na fábrica ou no escritório, pagando nossos impostos para poder figurar como cidadãos, pagando o aluguel para que não nos ponham na rua, etc. E tudo para que este planeta possa existir, formar parte do conjunto de mundos, para que possa palpitar na existência.

Quantas mães sofrem, quantas adoecem por falta de alimento, algumas nem conseguem dar leite para suas criaturas. Quantos anciãos, com suas tão faladas experiências, quantas crianças recomeçam a receber advertências, enfim, tudo para que essa massa planetária exista. É um pouco duro, um pouco cruel, e até desapiedado. Mas assim é. Se ao menos vocês fôssem humanos, mas nem isso.... Uns pobres humanóides intelectuais carregando a pena de viver. Isso é o que somos. Pareceria muito pessimista, se ainda recordamos de tantas festas, de como rimos ante as taças, pareceria que a vida tem seus momentos felizes. É que nós não sabemos o que é felicidade. Confundimos os instantes de prazer com a autêntica e legítima felicidade.

Obviamente andamos por caminhos equivocados. Depois do prazer vem o desengano, a decepção. Vejam o caso de um homem que crê que ama a uma mulher, e uma mulher que crê que ama a um homem; casam-se, mas em realidade estavam fascinados, não se amavam. Eles pensavam que se amavam.... O que sucede é que se confunde o amor com paixão. Satisfeita a paixão meramente animal,o único que resta ao casal que tanto se adorava é o fastio, a decepção, isso é tudo. Só se fala em contas de banco, o aluguel, a roupa que está suja e tem que ser lavada, que o café da manhã esteja pronto a tempo de sair para o trabalho... De vez em quando sair por aí a dar um passeio, para buscar um escape ao tédio; ou a uma festa, que termina em um tremendo porre e uma grande decepção. E assim vai passando a vida, até que chegamos a velhos, e já velhos nos sentimos veteranos, gostamos que nossos netos nos chamem de avô, para narrar-lhes nossas tristes histórias, das quais nos sentimos orgulhosos.... Histórias correntes da vida que "no meu tempo, o presidente fulano de tal fez tal ou qual obra".... Ou para contar-lhes alguma cruenta luta fratricida de que tomamos parte, possívelmente até documentada com algumas feridas de guerra, das quais nos sentimos orgulhosos. Puras tristezas...

Que morreu irmão tal, que nosso primo perdeu sua fortuna, que por aqueles tempos as coisa eram melhores, etc. Ao fim chega a morte. Vida infeliz, para isso trabalhamos tanto, para isso sofremos tanto. Felizmente, no Logos há algo mais; o Sol é compassivo. Se bem é certo que nos tem convertidos em maquininhas servindo a essa natureza, a natureza que ele criou, não é menos certo que tem um interesse criado também. Ele não vai criar uma natureza, não vai criar uma vida orgânica na crosta de um mundo encarregado de dar voltas ao redor do Sol apenas por diversão, sem um objetivo, sem um propósito definido. Tem que haver criado esse planeta para algo, criar para nada seria a tolice das tolices. Eu creio que nem vocês o fariam. Seria como criar um aparelho, sofrer por ele, fazê-lo existir e logo destruí-lo. Sendo assim, esta criação tem um objetivo. Ele cobra um preço por haver criado essa fina película de vida orgânica sobre a face do mundo. Ele quer tirar algo daí, tem um interesse, e tem razão em tê-lo.

Ele quer tirar uma colheita de Homens Solares. Trata-se de uma experiência, espantosa por certo, e bastante trabalhosa, no tubo de ensaio da natureza. O Sol quer criar Homens Solares. Recordo-me nestes momentos de Diógenes, com sua lanterna, à luz do dia, pelas ruas de Atenas, buscando um homem, e não o encontrou. Ia à casa dos sábios com sua lanterna, passeava nos quartos com sua lâmpada, buscando nos cantos, nos corredores... "Que buscas?" lhe perguntavam... "Um Homem". "Mas as ruas estão cheias de homens, as praças..." "Esses não são Homens", respondia "são bestas, comem, dormem e vivem como bestas". E visitou a casa dos cientistas, dos artistas, e por toda parte achou a mesma coisa. É óbvio que os inimigos aumentavam à medida que visitava casas e mais casas. Todos se sentiam manifestamente ofendidos com Diógenes. E ele tinha razão, não encontrou um Homem.

Diógenes vivia em um tonel, aí comia, nem sequer tinha casa. O interessante é que quando estava para morrer, foi visitá-lo ninguém menos que Alexandre o Grande, aquele que colocou toda a Europa e toda a Asia sob seu cetro. E ele o pôs para correr. Um homenzinho como Diógenes vivendo em um tonel pondo para correr a Alexandre o Grande. Disse: "Alexandre, retira-te e deixa-me a sós com meu Sol" isto é, com seu Deus interno. E Alexandre, não teve mais remédio que retirar-se.

Assim, chegamos a conclusão que homens autênticos é algo muito difícil de se encontrar, muito trabalhoso. Felizmente, o Sol depositou nas glândulas sexuais os germens para o homem. Tais germens poderiam desenvolver-se se cooperássemos com o Sol. Então deixaríamos de ser simplesmente máquinas falantes como atualmente somos e nos converteríamos realmente em homens, em Reis da Criação. Dizer que esta humanidade está composta por homens é exagerar a nota, porque entendo que o homem é amo e senhor, o rei, assim diz a Bíblia; o rei da criação, criado para governar a todas as espécies animais, vegetais, para governar o mar, o ar, o fogo. E se não é rei, não é homem. Qual de vocês é capaz de destruir um incêndio? Qual de vocês é capaz de por em atividade os vulcões da terra e fazer estremecer o mundo? Desatar um terremoto, ou destruí-lo?

Se não somos amos da criação, então não somos homens, porque está escrito na Bíblia que o homem é o rei da criação; ou somos reis ou não somos. Porque se somos vítimas das circunstâncias, se um terremoto acaba com 7.000 pessoas, como aconteceu agora na Europa, em que ficamos? Vítimas das circunstâncias, onde estão os homens? Se os elementos podem esmagar-nos, assim como nós esmagamos com o pé um formigueiro, onde está então a característica de "Homens" que dizemos que somos? Realmente, por muito que presumamos, no fundo não somos mais que simples animais intelectuais condenados à pena de viver. Mas existem germens em nossas glândulas que poderiam transformar-nos em homens. Esses germens podem e devem desenvolver-se em nós, se cooperamos com o Sol e suas idéias solares. Para isto ele criou esta raça, entre outras coisas. Não apenas para que sirva à economia da natureza, mas com o propósito bem definido de tirar uma colheita de Homens Solares. Nos tempos de Abraão, o profeta, o Sol pôde tirar uma colheita de Homens Solares. Durante os primeiros oito séculos do cristianismo, conseguiu outra pequena colheita. Na idade média, uns poucos; atualmente, está fazendo um último esfôrço. E como essa humanidade perversa do século vinte se tornou inimiga das idéias solares, terrivelmente materialsta, mecanicista e cem por cento lunar, o Sol faz o último esfôrço, trata de tirar do perdido uma última colheita e logo destruir a raça, porque já não serve para seus experimentos. Gente que já não tem o interêsse pelas idéias solares, que apenas pensa nas contas de banco, nos brilhantes automóveis, nas atrizes de Hollywood. Gente que apenas quer satisfações passionais, sexuais, drogas, etc., não serve certamente para a experiência do Sol. Gente assim deve ser destruída e isso é o que vai ser feito. E criará uma nova raça, em continentes novos que surgirão do fundo dos mares.

Os continentes atuais antes de pouco estarão no fundo dos oceanos. Os palácios de governo, as casas, as ricas mansões, servirão de guarida aos peixes e focas. É a realidade; terras novas haverão de surgir do fundo dos oceanos, onde inquestionavelmente haverá gente nova. Uma raça especial, diferente, que poderá servir para o experimento solar. Essa é a realidade dos fatos. E falo em tempos angustiosos, tempos em que as pessoas já não crêem no fim do mundo, tempos em que as pessoas só dizem "comamos e bebamos porque amanhã morreremos". Tempos em que as pessoas só se preocupam por contas de banco, pelo que dirão, pelo diz que diz, pela última moda, pela droga ou pela luxúria.

Falo isso com um só propósito, de convidá-los à reflexão. É possível desenvolver os germens solares que aí estão, para que o homem nasça em nós da mesma forma que a borboleta nasce dentro da crisálida. Mas antes de tudo é necessária a disponibilidade ao homem. Se não existe, não pode nascer o homem dentro de nós. Aí estão os germens, mas podem perder-se, e o normal é que se percam. São germens de desenvolvimento muito difícil, necessitamos que esses germens se desenvolvam e só poderiam desenvolver-se se nós cooperássemos com o Sol.

No sexo está o "secretum secretorum" da auto-realização íntima do Ser. Mas não devemos escandalizar-nos ante o "secretum secretorum". Quando se pensa em sexo, as pessoas logo se recordam de seus vícios, de suas imundas fornicações, de seus abomináveis adultérios. ... Vejamos como se unem os pólos positivo e negativo no cálice da flor, para que haja criação... Vejamos as espécies que vivem e respiram sob os raios do Sol. O cisne, por exemplo, com sua lívida plumagem, nos fala de amor. O cisne se alimenta de amor, quando um do casal morre, o outro sucumbe de tristeza. Existe uma Ordem do Cisne tanto na Europa como nos Estados Unidos. Tal ordem se dedica a estudar isso que se chama amor. É uma energia cósmica, transcendental.

Para que haja amor, é necessário que que haja afinidade de pensamentos, de sentimentos, de preocupações mentais... O beijo é a comunhão mística de duas almas, ávidas de expressar em forma sensível o que interiormente vivem. O ato sexual em sí mesmo é a consubstancialização do amor no realismo psico-fisiológico de nossa natureza. Vejamos um ancião enamorado: rejuvenesce, todas as suas glândulas trabalham melhor; essas energias que fluem do fundo da consciência ativam os microlaboratórios que são as glândulas endócrinas, então elas produzem maior quantidade de hormônios. Tais hormônios invadem a corrente sanguínea e vem o processo de revitalização celular.

Bem vale a pena refletir sobre isso que se chama amor, isso que se chama sexo. Sexo e amor estão intimamente relacionados, já que o ato sexual é a consubstancialização do amor no realismo psico-fisiológico de nossa natureza. Quão grande é o amor, só as grandes almas podem e sabem amar. Mas não devemos confundir o amor com a paixão. Graças ao amor, ao sexo, a essa força que flui em tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será, as criaturas podem reproduzir-se incessantemente, podem existir as flôres e os frutos sobre a face da terra, podem multiplicar-se as espécies... Assim, olhar o sexo com asco, considerá-lo tabu ou pecado, motivo de vergonha ou dissimulação, é uma blasfêmia, equivale a cuspir no santuário do Terceiro Logos.

Vale a pena entender que é necessário trabalhar com o poder maravilhoso do sexo. Se por essa força maravilhosa do Terceiro Logos existe toda a natureza, se graças à força sexual nós existimos, faz-se indispensável entender o que é essa força, para não profaná-la. É necessário saber usá-la para transformar-nos radicalmente. Muitas vezes demos a chave da transmutação: conexão do Lingam-Yoni, sem ejaculação do ens-seminis, porque no ens-seminis está todo o ens virtutis do Fohat. Esta é a chave, este é o secretum secretorum da transmutação. Não usamos palavras toscas porque o sexo é sagrado, e sua chave deve ser exposta com retidão. Quando alguém transmuta o esperma sagrado em energia, pode originar uma mudança total. Os sábios alquimistas medievais nos falam do mercúrio da filosofia secreta, que não é outra coisa que a alma metálica do esperma sagrado. Quando se transmuta o esperma, o Exiohehari, quando não se comete o crime de derramar o Vaso de Hermes Trismegistos,o Três Vezes Grande Deus Ibis de Thot, obviamente se fabrica o mercúrio, o mercúrio dos sábios, que não é outra coisa que a energia criadora que sobe ao cérebro.

Esse mercúrio tem que passar por fases definidas antes que possa ser útil, isso o sabem os alquimistas. Saber preparar o mercúrio é indispensável. Em princípio as águas mercuriais são negras como o carvão, putrefactas, imundas. Muitos alquimistas perdem seu tempo porque jamais branqueiam as águas da vida. E não as branqueiam simplesmente porque não sabem refinar o sacramento da Igreja de Roma. Se lemos a palavra Roma ao inverso, dá amor. O sacramento da Igreja do Amor está sendo profanado por muitos neófitos. Trabalham toscamente na Forja dos Cíclopes, vulgarmente, passionalmente, mas não refinam seu trabalho, e as águas permanecem negras.

Quando se começa a refinar, as águas tornam-se brancas, inefáveis, então se tem o direito de usar a túnica branca de Phtah, da castidade. Muito mais tarde, quando as águas se tornam amarelas, já são úteis para que possam ser fecundadas pelo enxôfre. Esse enxôfre é o fogo contido em nossos órgãos criadores. O fogo que ao mesclar-se com o mercúrio, isto é, com a energia sexual, ascende vitorioso pela canal medular até o cérebro.

O ascenso do fogo sagrado é extraordinário. O primeiro centro que se abre é a igreja do cóccix, a Igreja de Éfeso, no osso coccígeno, que nos dá poderes sobre o elemento terra. O segundo centro está à altura da próstata e nos dá poderes sobre as águas tormentosas do oceano. O terceiro poder que se abre é à altura do umbigo, nos confere poder sobre o elemento fogo, podemos então por em atividade os vulcões da terra. O quarto poder está à altura do coração, nos dá poder para entrar e sair do corpo à vontade, ou para por o corpo em estado de jinas; nos confere o senhorio sobre o elemento ar. O quinto centro está na laringe criadora, nos permite falar em síntese, e escutar as sinfonias do cosmos. O sexto poder está à altura do entrecenho, nos confere a divina clarividência, faculdade que nos permite ver nos mundos superiores. O sétimo centro que se abre está na glândula pineal, nos confere o poder da polividência, ver em todas as regiões do espaço infinito. O mercúrio mesclado com o enxofre abre tudo isso. Quando o mercúrio se mescla com o enxofre, com o fogo, torna-se vermelho como a púrpura. Desgraçadamente, muitos são os que permanecem estancados, porque não refinam o sacramento da Igreja de Roma. O excedente de todo esse enxofre, de todo esse mercúrio e ainda do sal sublimado que ascende mesclado com o enxofre e o mercúrio, quando cristaliza em nossas células, em nosso sistema nervoso grande simpático, toma a forma extraordinária e maravilhosa do corpo astral. Este é um corpo que é fabricado dentro do organismo, no laboratório, um corpo magnífico.

Alguém sabe que tem corpo astral quando pode funcionar com ele, quando pode usá-lo, como as mãos, como os pés. Com o corpo astral podemos visitar os outros planetas do sistema solar, com o corpo astral podemos colocar-nos em contato com os 30 Eones que surgiram na aurora da criação. Com o corpo astral podemos por-nos em contato com todos esses decanos, arcanjos, tronos, que existem no Universo. Com o corpo astral podemos viajar a todos os mundos da galáxia, incluindo a Sírio, que é a capital central, ao redor da qual gira toda essa grande Via Láctea. Está proibido passar além do sol central Sírio. Quero que vocês saibam que Sírio é o centro fundamental da galáxia.

Todas as constelações da Via Láctea, todos os sistemas solares inclusive o nosso, giram ao redor de Sírio, que é o centro da gravitação de todos esses mundos. Por isso o Iniciado que tem corpo astral não pode passar além de Sírio, porque há outras galáxias, com leis diferentes, que não entendemos. Eu mesmo, com meu veículo sideral, astral, com o Eidolon, como diríamos em alta magia, quando tentei passar além de Sírio, fui trazido de volta a Sírio. Também existem anti-galáxias, anti-matéria, anti-mundos, anti-estrelas, anti-átomos. As galáxias de anti-matéria são incompreensíveis para nós. Até sábios como Einstein seriam completamente ignorantes em matéria de física, de matemática, se fossem levados a uma galáxia de anti-matéria, onde as cargas elétricas estão invertidas. Como entender isto? Uma anti-estrela, com cargas invertidas, feita de anti-matéria.... Pensemos no que significa passar além de Sírio. Estaríamos completamente indefesos, ainda possuindo o corpo astral, não seríamos mais que míseros troncos perdidos no oceano. Assim é o Infinito. Como poderíamos relacionar-nos com pessoas que têm corpos de anti-matéria, com suas cargas invertidas? Seus conceitos pertencem a dimensões que desconhecemos. Assim, bem vale a pena ter um corpo astral, para conhecer essas regiões do espaço, mas jamais poderíamos passar além de Sírio.

Uma vez que hajamos nos dado ao luxo de criar tal veículo, é indispensável também criar o corpo mental, se é que queremos ser homens com uma mente individual. Assim como estamos, não temos uma mente individual, temos muitas mentes. Se pensamos que carregamos em nosso interior o Ego, o Mim Mesmo da psicologia experimental e que existe em forma pluralizada; indubitavelmente cada um de seus elementos tem sua própria mente. Dentro de nós há muitas mentes. Cada mente tem suas idéias, seu critério. O Eu da ira tem suas idéias, seu critério, sua documentação, se justifica, tem sua lógica para argumentar, pode perfeitamete defender-se ante um tribunal, com uma inteligência surpreendente. Pode dizer "eu tinha razão, matei este homem porque cometeu tal ou qual delito"... O Eu da luxúria também tem sua lógica, pode apresentar-se ante o melhor dos tribunais, com textos de fisiologia nas mãos e auto-defender-se. Poderia dizer que a luxúria é uma função natural do ser humano, que tudo que existe deve desenvolver-se sexualmente; ou que aquilo não era luxúria, mas que estava desenvolvendo a função erótica, que é algo natural.... Poderia fazer uma exposição de fisiologia, explicar a fisiologia de Eros, do funcionamento dos ovários e testículos e deixar a todos assombrados.

Assim, cada um dos eus que levamos dentro tem sua lógica, sua mente, seu raciocínio. E cada uma dessas mentes que carregamos em nosso interior disputa, todas chocam-se entre si. Necessitamos criar a mente individual, mas não poderíamos criá-la se não transmutássemos o esperma sagrado em energia. Com a transmutação se fabrica isso que se chama mercúrio e é com o mercúrio dos sábios que podemos cristalizar em nosso interior, formar, organizar, criar a mente individual. Quando alguém possui um corpo mental individual, pode apreender, capturar, assimilar, toda a ciência do universo. Também pode usar o veículo mental para viajar pelo sagrado espaço, de mundo em mundo. Com a mente individual pode-se penetrar no Devachan, a região mental superior do cosmos e da natureza. A mente individual é esplêndida, formidável, maravilhosa, mas isso não é tudo. As pessoas são vítimas das circunstâncias, são movidas pelas circunstâncias, dependem da lei dos acidentes. Como alguém poderia aprender a dirigir as circunstâncias, se antes não criou o corpo da vontade consciente? Quando alguém fabrica tal corpo, já não é escravo das circunstâncias, pode dirigi-las intencionalmente, converte-se em amo, em senhor. Esse corpo só pode ser fabricado com o mercúrio dos sábios. É o resultadoe da transmutação da energia criadora.

E com os corpos astral, mental, causal, e tendo um físico esplêndido, nos damos ao luxo de receber nossos princípios anímicos e espirituais e nos convertemos em homens de verdade, em homens reais. O corpo causal é o último dos veículos que há que criar. Poderia dizer que o homem causal é o homem verdadeiro. No mundo das causas naturais encontramos o verdadeiro homem, o homem causal. Dá gosto ver o homem causal na região das causas naturais. Ali o vemos trabalhando pela humanidade. Os homens causais são verdadeiros Boddhisatwas no sentido transcendental da palavra, Boddhisattwas que trabalham sob a direção do Pai que está em segredo. Cada um obedece a seu Pai, porque há tantos Pais no céu como homens na terra. Cada um de nós tem seu Pai que está em segredo. O homem causal se desenvolve sob a direção do Pai e vive no mundo das causas naturais. É o verdadeiro homem, o que encontramos no mundo das causas naturais, nessa região onde se escutam as sinfonias do cosmos, as melodias da vida universal. É nessa região que vemos o karma, porque é aí que trabalham os Senhores da Lei.

O homem causal pode absorver seus veículos astral e mental para viver precisamente nessa região. Desde aí se projeta às regiões da mente cósmica e suas profundidades, às regiões do mundo astral, para aparecer posteriormente no mundo físico. Em nome da verdade tenho que dizer-lhes que, para poder existir aqui com vocês, necessito projetar-me desde o mundo causal, porque eu tenho meu centro de gravidade no mundo das causas naturais. Dali me projeto até o mental, posteriormente até o astral e, por último, fazendo grandes esforços, venho aqui ao mundo físico, para conversar com vocês. Estou conversando com vocês por concentração, porque meu centro de gravidade está no causal, sou um homem do mundo causal. E se algo digo, se algo explico, é por mandamento, é porque me foi ordenado entregar a vocês esta mensagem. E o faço com o maior prazer, a fim de que vocês possam trilhar a senda da revolução da consciência, da revolução em marcha, da revolução espiritual, integral, divinal.

Quero que entendam que o homem é o que conta e que o Sol tem interêsse em criar homens. O Sol deseja uma colheita de Homens Solares e trabalha febrilmente nestes momentos para consegui-la. Quero que vocês saibam que quando uma raça perde todo interêsse pelas idéias solares, o Sol também perde todo interêsse pela raça e a destrói. Nestes momentos o Sol quer destruir esta raça, porque já não serve para suas experiências. Mas antes de destrui-la faz um esforço supremo para tirar ainda que uma pequena colheita de Homens Solares.

Se vocês atendem a nosso chamado, se vocês criam a disponibilidade ao homem, o Sol poderá absorvê-los como Homens Solares. Mas é necessário que vocês cooperem com o Sol, só assim poderão transformar-se em Homens Solares. É urgente que vocês saibam transmutar, o Homem Solar só pode ser criado com a energia solar. Essa energia está contida precisamente no azougue em bruto dos sábios, no mineral em bruto. Tal elemento é o Exiohehari, o esperma sagrado. Os que cometem o crime de extrai-lo de seu organismo com propósitos passionais se afastam muito do Sagrado Sol Absoluto e se afundam definitivamente nos mundos infernos até sua desintegração final. Para que os germens do homem se desenvolvam dentro do organismo, é necessário que sejam tocados pelos raios ou emanações que vêm do Sagrado Sol Absoluto. Sem tais emanações os germens permanecem infecundos e degeneram, involuem espantosamente até a segunda morte. Para que as ondulações cósmicas que vêm do Sagrado Sol Absoluto possam tocar os germens do homem, é necessário que não nos afastemos do Sagrado Sol. E se afasta muito desse astro quem fornica e adultera.

Devemos entender que nem os fornicários nem os adúlteros podem ser tocados pelo Sagrado Sol Absoluto. Por isso fracassam. O Sol não pode tirar uma colheita dos fornicários nem tampouco dos adúlteros. Para que o Sol tire alguma colheita, é necessários que marchemos de acordo com a Lei. Que se entende por fornicário? Todo aquele que derrama o vaso de Hermes Trismegistos. Que se entende por adúltero? O que entra em contato sexual com uma pessoa que não lhe pertence. Um homem que toma outra mulher e abandona a que tem é adúltero. Mesmo que a tomasse unicamente para transmutar, continua sendo adúltero, pois carrega em sua espinha dorsal um tipo de energia, que é o de sua esposa e logo entra em contato com outro tipo de energia, de outra que não é a sua esposa e esses dois tipos de energia se destroem entre si; é uma lei física.

Conferência de V.M. Samael Aun Weor, «A COLHEITA DO SOL».



A Transformação Radical

(V.M. Samael Aun Weor, «Tratado de Psicologia Revolucionária», capitulo 12)

Enquanto um homem prosseguir com o erro de crer-se Um, Único, Individual, é evidente que a mudança radical será algo mais que impossível. O fato mesmo de que o trabalho esotérico começa com a rigorosa observação de nós mesmos está nos indicando uma multiplicidade de fatos psicológicos, Eus ou elementos indesejáveis que é urgente extirpar, erradicar de nosso interior.

Inquestionavelmente, de modo algum seria possível eliminar erros desconhecidos. Urge observar previamente aquilo que queremos separar de nossa Psique. Este tipo de trabalho não é externo, mas interno, e aqueles que pensem que qualquer manual de etiqueta ou sistema ético externo e superficial poderá levá-los ao êxito estarão de fato totalmente equivocados. O fato concreto e definido de que o trabalho íntimo se inicia com a atenção concentrada na observação plena de si mesmo é motivo mais que suficiente para demonstrar que isto exige um esforço pessoal muito particular de cada um de nós.

Falando francamente, asseveramos enfaticamente o seguinte: nenhum ser humano poderia fazer este tipo de trabalho por nós. Não é possível mudança alguma em nossa Psique sem a observação direta de todo esse conjunto de fatores subjetivos que levamos dentro de nós. Aceitar simplesmente a multiplicidade de erros, descartando a necessidade de estudo e observação direta dos mesmos, significa de fato uma evasiva ou escapatória, uma fuga de si mesmo, uma forma de auto-engano.

Só através do esforço rigoroso da observação judiciosa de si mesmo, sem escapatórias de qualquer espécie, poderemos evidenciar realmente que não somos "Um", mas "Muitos". Admitir a pluralidade do Eu e evidenciá-la através da observação rigorosa são dois aspectos diferentes.

Alguém pode aceitar a Doutrina dos Muitos Eus sem jamais havê-la evidenciado; isto só é possível auto-observando-se cuidadosamente. Evitar o trabalho de observação íntima, buscar evasivas, é sinal inconfundível de degeneração.

Enquanto um homem sustenta a ilusão de que é sempre uma e a mesma pessoa, não pode mudar; e é óbvio que a finalidade deste trabalho é precisamente conseguir uma transformação gradual em nossa vida interior. A transformação radical é uma possibilidade definida, que normalmente se perde quando não se trabalha sobre si mesmo. O ponto inicial da transformação radical permanece oculto enquanto o homem continuar crendo-se Um.

Aqueles que rechaçam a Doutrina dos Muitos Eus demonstram claramente que jamais se auto-observaram seriamente. A severa observação de si mesmo, sem escapatórias de qualquer espécie, permite- nos verificar por nós mesmos o cru realismo de que não somos "Um", mas "Muitos".

No mundo das opiniões subjetivas, diversas teorias pseudo-esotéricas ou pseudo- ocultistas servem sempre de saída para a fuga de si mesmo... Inquestionavelmente, a ilusão de que se é sempre uma e a mesma pessoa constitui obstáculo para a auto-observação... Alguém poderia dizer: "Sei que não sou um mas muitos, a Gnose me ensinou". Tal afirmação, ainda que fosse muito sincera, se não existisse plena experiência vivida sobre esse aspecto doutrinário, obviamente seria algo meramente externo e superficial.

Evidenciar, experimentar e compreender é o fundamental; só assim é possível trabalhar conscientemente, para se conseguir uma transformação radical. Afirmar é uma coisa e compreender é outra. Quando alguém diz: "Compreendo que não sou um, mas muitos", se sua compreensão é verdadeira e não mero palavreado insubstancial, isto indica plena verificação da Doutrina dos Muitos Eus.

Conhecimento e Compreensão são diferentes. O primeiro é da mente, o segundo do coração. O mero conhecimento da Doutrina dos Muitos Eus de nada serve. Infelizmente, nos tempos em que vivemos, o conhecimento foi muito além da compreensão; o pobre animal intelectual, equivocadamente chamado homem, desenvolveu exclusivamente o conhecimento, esquecendo lamentavelmente o Ser.

Conhecer a Doutrina dos Muitos Eus e compreendê-la é fundamental para toda transformação radical verdadeira. Quando um homem começa a observar-se detidamente, partindo do princípio de que não é Um, mas Muitos, obviamente iniciou o trabalho sério sobre sua natureza interior.











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